Mania de mania
Pedro Paulo tinha mania de querer tudo em dobro, não se sabe se adquiriu o hábito ou se foi algum gene que já nasceu dobrado. Sabe-se sim que Pedro Paulo tinha duas mamadeiras, uma com leite quente e outra com leite frio, que ele mesmo ia dosando. Tinha duas chupetas, que usava dependendo da temperatura do dia, e tinha também duas babás, que ele fazia questão de dar muito trabalho. Pedro Paulo cresceu e entrou em duas faculdades, arranjou duas namoradas, casou com as duas, e, quando elas se conheceram, arranjou também dois divórcios. Ele tinha dois empregos, de manhã era jornalista e a tarde publicitário, a noite Pedro Paulo tentava ser humano, mas como 3 é número ímpar, ele resolveu não ter vida social.
Luís era um gênio, sempre foi, tinha mania de ser precoce em tudo. Aos dois anos desvendou os mistérios da física, colocando as leis de Newton no passado. Aos sete, resolveu ser esportista, mas ao invés de treinar inúmeras vezes até acertar as jogadas, ele elaborava fórmulas matemáticas que lhe davam com exatidão o que fazer para acertar os passes no jogo. Aos 10, casou com uma australiana de 29 anos que acabara de se formar em Engenharia ambiental, coitada, Luís já havia acabado o doutorado e se dedicava a pesquisas na área. Aos 13 anos Luís morreu, de velhice.
Carlos Antônio Eduardo José Felipe de Almeida Bastos e Silva Tenório Galvão da Santíssima Primeira Igreja da União dos Desesperados da Fonte Andrade tinha mania de grandeza. Sempre achou que ia ser rico, não foi. Sempre achou que ia crescer muito, ficou com um metro e meio, e olhe lá, pois desconfio que os sapatos dele tinham saltos. Sempre achou que ia casar com uma dessas modelos, que só de perna têm o tamanho dele, acabou casando com uma baixinha invocada, do armazém da esquina. Sempre achou que ia ter um Jaguar, mas acabou mesmo com uma bicicleta com cestinha, que vive com problemas na corrente. Pra se vingar, Carlos Antônio Eduardo José Felipe blá blá blá (você não vai querer que eu repita tudo, certo?) virou funcionário de um cartório, e toda mãe que chegava lá com um filho homem pra registrar, ele dava a sugestão de colocar algo assim, pequeno feito o nome dele.
Luís era um gênio, sempre foi, tinha mania de ser precoce em tudo. Aos dois anos desvendou os mistérios da física, colocando as leis de Newton no passado. Aos sete, resolveu ser esportista, mas ao invés de treinar inúmeras vezes até acertar as jogadas, ele elaborava fórmulas matemáticas que lhe davam com exatidão o que fazer para acertar os passes no jogo. Aos 10, casou com uma australiana de 29 anos que acabara de se formar em Engenharia ambiental, coitada, Luís já havia acabado o doutorado e se dedicava a pesquisas na área. Aos 13 anos Luís morreu, de velhice.
Carlos Antônio Eduardo José Felipe de Almeida Bastos e Silva Tenório Galvão da Santíssima Primeira Igreja da União dos Desesperados da Fonte Andrade tinha mania de grandeza. Sempre achou que ia ser rico, não foi. Sempre achou que ia crescer muito, ficou com um metro e meio, e olhe lá, pois desconfio que os sapatos dele tinham saltos. Sempre achou que ia casar com uma dessas modelos, que só de perna têm o tamanho dele, acabou casando com uma baixinha invocada, do armazém da esquina. Sempre achou que ia ter um Jaguar, mas acabou mesmo com uma bicicleta com cestinha, que vive com problemas na corrente. Pra se vingar, Carlos Antônio Eduardo José Felipe blá blá blá (você não vai querer que eu repita tudo, certo?) virou funcionário de um cartório, e toda mãe que chegava lá com um filho homem pra registrar, ele dava a sugestão de colocar algo assim, pequeno feito o nome dele.
Luna tinha mania de mania. Era mais ou menos assim: não podia ver ninguém na rua que já comentava algo do tipo: ih, ta na cara, ele deve ter mania disso ou daquilo. Luna fazia isso com todos, conhecidos ou não, gerando irritação de toda a rua. Luna reparou que sua mãe tinha mania de tristeza, chorava por tudo, que seu pai tinha mania de limpeza, que seu irmão tinha mania de esperteza, mas que na verdade era um burro e que, depois de reparar as manias de todos da rua, Seu Jorge tinha mania de peitão. Sua vizinha tinha mania de academia, Luna achava que a coitada ia acabar dismilingüindo, mas isso já não era problema seu, quem tinha mania de tomar conta da vida dos outros era o porteiro da noite. Luna cresceu, casou-se e acabou viúva, já que seu marido, que não tinha mania de nada, acabou se matando por não agüentar mais aquela perseguição.
Postagem original: 28.6.06

3 Comments:
Camila disse...
Naum entendi uq tu quis dizer com os textos (pra variar neh?!) + achei-os interessantes...tu que inventou foi ou visse por ai? legal pacas...bjussss
12:06 PM
Fernanda Areias disse...
Eita, a primeira frase da história de Luís é essa ó: "Luís era um gênio, sempre foi, tinha mania de ser precoce em tudo."
Ah, Camila, eu não quis dizer nada demais, são só algumas historinhas de alguém que tem mania de escrever tudo o que pensa! =P
12:21 PM
TaTi disse...
qual a tua mania??????
eh orkut? hauhauhauhua
bjussssss
7:16 PM
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