domingo, dezembro 02, 2007

Sapatos Vermelhos

Sapatos vermelhos. Daqueles que levam para outra estação, mais perto ou mais longe do amanhã, tanto faz. Olhos meigos e a procura do incerto. Quem acha que já encontrou o futuro ainda nem saiu do passado. O amanhã depende deles, sapatos vermelhos que brilham refletindo a luz da lua. E quando ela calçou, sentiu o beijo vermelho e molhado, sentiu que sua estrada era aquela e só.

Vermelhos. E não dá mais pra tirar de lá. O caminho incerto como os olhos, mas que eles já fazem sozinhos, porque são vermelhos. E as pétalas vão ficando para trás, pegadas vermelhas, o passado. Vermelha a face. Vermelha a estação. Sozinhos eles não chegam lá. Sapatos vermelhos.