O Teatro de Marionetes do Senhor Edelholz
Wood acorda assustado. Aquela cordinha presa no seu braço não quer parar de se mexer. E aquela luz forte no rosto? E porque o braço dele ainda estava pendurado? Wood tenta puxar de todo jeito a corda para baixo, e é tanta força que o bonequinho de madeira cai no chão. Bem, pelo menos os movimentos meio desajeitados, mas já comuns a ele, estavam de volta.
Wood é um boneco do teatro de marionetes do Senhor Edelholz, um velhinho gente boa e que adora seu brinquedinho de madeira, ideal para as muitas horas de solidão. Wood, por outro lado, ainda está se descobrindo marionete, e a última coisa que ele quer é ficar preso àquele monte de cordinhas que ficam controlando a vida dele.
Depois da queda, Wood se levanta desajeitadamente, limpa toda a poeira do teatrinho velho que ficou em sua roupa e, quando achou que já estava livre, seu braço é puxado novamente. Wood, achando tudo aquilo muito estranho, tenta segurar o braço, mas ai é a perna que se mexe. E Wood tenta segurar sua perna, e o braço mexe só. E Wood tenta segurar seu braço, e a perna mexe só. E de repente começa tudo a se mexer de uma vez, e Wood se vê no meio de uma dança desajeitada. Muita força. Muita força. Muita força depois, Wood consegue se livrar da dança e cai no chão, batendo em uma caixa de madeira.
Parou. Wood olha tudo bem desconfiado, mas vê que as cordinhas presas a ele não estão mais se mexendo. Ainda bem. E aquela caixa ali na frente dele? É melhor ver o que tem dentro dela. Wood olha a caixa, enfia o braço e procura algo interessante. Ele tira uma bola, dá uma olhada rápida para ela e a joga para trás. De novo com a mão dentro da caixa, Wood tira desta vez uma cartola, que ele resolve também jogar para trás. E Wood faz isso várias vezes, com uma vassoura, uma caneta, um nariz de palhaço e muitas outras coisas.
De repente, as cordinhas das pernas de Wood são puxadas e ele cai de frente para o chão, com muita raiva. O boneco de madeira se levanta, vai mexer na caixa novamente e, depois de muito procurar, Wood tira lá de dentro uma tesoura. Pronto, era a felicidade de Wood, sem nem pensar ele corta uma de suas cordinhas. Seu braço cai sem vida e Wood fica muito nervoso. Ele joga a tesoura para trás e tenta de todo jeito dar vida ao seu braço, que fica ali mole, mole.
Wood fica triste e com um braço só para poder usar. Ele vai para junto da caixa novamente, tentar encontrar uma solução para seu problema. Com o único braço que ele pode mexer, Wood procura algo de interessante na caixa, quando de repente ele encontra um band-aid. O boneco de madeira olha aquele negócio esquisito e resolve logo jogar para trás, mas o band-aid fica preso em uma de suas cordinhas. Idéia! Se esse troço consegue prender coisas, Wood já tem uma função para ele. O boneco de madeira então pega o band-aid e enrola na cordinha do braço cortado, que logo ganha vida de novo.
Wood testa seus movimentos. Está tudo no lugar. Mas ele ainda não está feliz, afinal, se ele não pode cortar as cordinhas, como vai fazer para sair de lá? Wood anda de um lado para o outro do palco, cada vez mais rápido para ver se as idéias aparecem. Mas foi tanto andar e tantas voltas que Wood acaba todo emaranhado. Suas cordinhas se enrolam umas nas outras e pronto: tá feita a confusão. Wood puxa de um lado, estica do outro, dá voltas e cambalhotas. Os nós começam a diminuir e Wood fica aliviado. Depois de muitas tentativas ele consegue finalmente se soltar e fica bem tristinho, sentado no chão e olhando aquelas cordas presas nele.
Sem ter o que fazer, Wood decide novamente mexer na caixa que fica ali no palco. Desta vez, no entanto, ele resolve virar a caixa inteira e ver logo de vez o que tem dentro dela. Wood faz um bocado de força e consegue virar a caixa, que espalha um monte de objetos no chão. Wood olha todos e senta no meio deles, procurando algo para fazer. Ele acha um saco de bolas de encher, tira uma delas e tenta soprar, mas e quem disse que sai algum vento da boca do boneco? Wood é de madeira, não tem ar para encher nada. Ele joga o saco de bolas para trás e fica triste novamente.
Olhando os objetos mais uma vez, Wood acha um carretel de linhas laranja. Ele puxa o fio e compara com os seus fios brancos, mas parece não achar graça em mais um monte de linhas na vida dele, então joga para trás também o carretel. Wood procura sem parar algo interessante naquela bagunça, quando de repente ele acha um objeto estranho: uma bomba de encher. Wood olha aquele objeto bem de perto e, quando empurra a bomba de encher, um vento forte sai no rosto dele e Wood cai para trás.
Idéia! Wood se levanta e começa a procurar naquela bagunça alguns objetos. Ele pega o saco de bolas, o carretel, a tesoura e senta novamente, já com a bomba de encher ali. Wood começa enchendo as bolas coloridas e colocando dentro da caixa, para elas não saírem voando. Depois, Wood pega o carretel e corta vários pedaços de linha. Ele amarra as linhas nas bolas e coloca um sapato de palhaço em cima das cordinhas, para segurar as bolas.
Wood agora olha para os lados e toma coragem para puxar o band-aid que ele havia colocado em uma de suas cordinhas. Seu braço logo cai e Wood pega um dos balões. Com muito esforço, ele tenta amarrar a ponta de sua cordinha caída com a ponta de um dos balões. Wood consegue e seu braço ganha vida novamente. Wood dá pulos de alegria.
O boneco de madeira começa a fazer a mesma coisa com o outro braço e depois com as pernas. Quando acaba, Wood fica cheio de balões amarrados nele e com todos os seus movimentos. Wood puxa as cordinhas para ter certeza de que está tudo bem amarrado e, depois disso, começa a dançar feliz por ter o controle de todos os seus movimentos.
Wood agora procura a caneta que jogou para o ar logo que abriu a caixa. Ele a encontra e pega um pedaço de papel no chão. O boneco de madeira escreve algo, cola o bilhete na tampa da caixa e sai feliz, saltitante e cheio de balões. O que Wood escreveu? Tchau. E as luzes fortes se apagam.
Wood é um boneco do teatro de marionetes do Senhor Edelholz, um velhinho gente boa e que adora seu brinquedinho de madeira, ideal para as muitas horas de solidão. Wood, por outro lado, ainda está se descobrindo marionete, e a última coisa que ele quer é ficar preso àquele monte de cordinhas que ficam controlando a vida dele.
Depois da queda, Wood se levanta desajeitadamente, limpa toda a poeira do teatrinho velho que ficou em sua roupa e, quando achou que já estava livre, seu braço é puxado novamente. Wood, achando tudo aquilo muito estranho, tenta segurar o braço, mas ai é a perna que se mexe. E Wood tenta segurar sua perna, e o braço mexe só. E Wood tenta segurar seu braço, e a perna mexe só. E de repente começa tudo a se mexer de uma vez, e Wood se vê no meio de uma dança desajeitada. Muita força. Muita força. Muita força depois, Wood consegue se livrar da dança e cai no chão, batendo em uma caixa de madeira.
Parou. Wood olha tudo bem desconfiado, mas vê que as cordinhas presas a ele não estão mais se mexendo. Ainda bem. E aquela caixa ali na frente dele? É melhor ver o que tem dentro dela. Wood olha a caixa, enfia o braço e procura algo interessante. Ele tira uma bola, dá uma olhada rápida para ela e a joga para trás. De novo com a mão dentro da caixa, Wood tira desta vez uma cartola, que ele resolve também jogar para trás. E Wood faz isso várias vezes, com uma vassoura, uma caneta, um nariz de palhaço e muitas outras coisas.
De repente, as cordinhas das pernas de Wood são puxadas e ele cai de frente para o chão, com muita raiva. O boneco de madeira se levanta, vai mexer na caixa novamente e, depois de muito procurar, Wood tira lá de dentro uma tesoura. Pronto, era a felicidade de Wood, sem nem pensar ele corta uma de suas cordinhas. Seu braço cai sem vida e Wood fica muito nervoso. Ele joga a tesoura para trás e tenta de todo jeito dar vida ao seu braço, que fica ali mole, mole.
Wood fica triste e com um braço só para poder usar. Ele vai para junto da caixa novamente, tentar encontrar uma solução para seu problema. Com o único braço que ele pode mexer, Wood procura algo de interessante na caixa, quando de repente ele encontra um band-aid. O boneco de madeira olha aquele negócio esquisito e resolve logo jogar para trás, mas o band-aid fica preso em uma de suas cordinhas. Idéia! Se esse troço consegue prender coisas, Wood já tem uma função para ele. O boneco de madeira então pega o band-aid e enrola na cordinha do braço cortado, que logo ganha vida de novo.
Wood testa seus movimentos. Está tudo no lugar. Mas ele ainda não está feliz, afinal, se ele não pode cortar as cordinhas, como vai fazer para sair de lá? Wood anda de um lado para o outro do palco, cada vez mais rápido para ver se as idéias aparecem. Mas foi tanto andar e tantas voltas que Wood acaba todo emaranhado. Suas cordinhas se enrolam umas nas outras e pronto: tá feita a confusão. Wood puxa de um lado, estica do outro, dá voltas e cambalhotas. Os nós começam a diminuir e Wood fica aliviado. Depois de muitas tentativas ele consegue finalmente se soltar e fica bem tristinho, sentado no chão e olhando aquelas cordas presas nele.
Sem ter o que fazer, Wood decide novamente mexer na caixa que fica ali no palco. Desta vez, no entanto, ele resolve virar a caixa inteira e ver logo de vez o que tem dentro dela. Wood faz um bocado de força e consegue virar a caixa, que espalha um monte de objetos no chão. Wood olha todos e senta no meio deles, procurando algo para fazer. Ele acha um saco de bolas de encher, tira uma delas e tenta soprar, mas e quem disse que sai algum vento da boca do boneco? Wood é de madeira, não tem ar para encher nada. Ele joga o saco de bolas para trás e fica triste novamente.
Olhando os objetos mais uma vez, Wood acha um carretel de linhas laranja. Ele puxa o fio e compara com os seus fios brancos, mas parece não achar graça em mais um monte de linhas na vida dele, então joga para trás também o carretel. Wood procura sem parar algo interessante naquela bagunça, quando de repente ele acha um objeto estranho: uma bomba de encher. Wood olha aquele objeto bem de perto e, quando empurra a bomba de encher, um vento forte sai no rosto dele e Wood cai para trás.
Idéia! Wood se levanta e começa a procurar naquela bagunça alguns objetos. Ele pega o saco de bolas, o carretel, a tesoura e senta novamente, já com a bomba de encher ali. Wood começa enchendo as bolas coloridas e colocando dentro da caixa, para elas não saírem voando. Depois, Wood pega o carretel e corta vários pedaços de linha. Ele amarra as linhas nas bolas e coloca um sapato de palhaço em cima das cordinhas, para segurar as bolas.
Wood agora olha para os lados e toma coragem para puxar o band-aid que ele havia colocado em uma de suas cordinhas. Seu braço logo cai e Wood pega um dos balões. Com muito esforço, ele tenta amarrar a ponta de sua cordinha caída com a ponta de um dos balões. Wood consegue e seu braço ganha vida novamente. Wood dá pulos de alegria.
O boneco de madeira começa a fazer a mesma coisa com o outro braço e depois com as pernas. Quando acaba, Wood fica cheio de balões amarrados nele e com todos os seus movimentos. Wood puxa as cordinhas para ter certeza de que está tudo bem amarrado e, depois disso, começa a dançar feliz por ter o controle de todos os seus movimentos.
Wood agora procura a caneta que jogou para o ar logo que abriu a caixa. Ele a encontra e pega um pedaço de papel no chão. O boneco de madeira escreve algo, cola o bilhete na tampa da caixa e sai feliz, saltitante e cheio de balões. O que Wood escreveu? Tchau. E as luzes fortes se apagam.

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